Pragmata vende 2,5 milhões e pode ganhar sequência
Pragmata superou as expectativas da Capcom, vendeu mais de 2,5 milhões de cópias e já possui grandes chances de receber uma sequência.
- Versão do console: PlayStation 5. | Plataforma: Sony. | Formato: Físico. | Classificação US: 12+. | Ano de lançamento: 2…
Depois de passar anos desaparecido entre adiamentos e períodos de completo silêncio, Pragmata finalmente chegou ao mercado e mostrou que a longa espera não afastou os jogadores.
A nova propriedade intelectual da Capcom ultrapassou 2,5 milhões de cópias vendidas mundialmente desde seu lançamento em abril de 2026. O resultado ficou acima das expectativas internas e já abriu uma discussão bem mais interessante: Hugh e Diana podem retornar em uma sequência.
E existe um detalhe curioso por trás desse sucesso. Diana, uma das personagens mais importantes do jogo, quase perdeu seu enorme cabelo durante o desenvolvimento porque animá-lo exigia uma quantidade absurda de trabalho, processamento e dinheiro.

Pragmata surpreendeu até a própria Capcom
Pragmata foi lançado em 17 de abril para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, chegando alguns dias depois ao Nintendo Switch 2 em determinadas regiões. Em apenas 16 dias, o jogo já havia vendido mais de 2 milhões de unidades.
O ritmo continuou forte durante os meses seguintes. No relatório financeiro referente ao trimestre encerrado em junho, a Capcom confirmou que Pragmata havia superado a marca de 2,5 milhões de cópias. A empresa atribuiu o desempenho às ações promocionais, à proposta diferente e à recepção positiva dos personagens e do universo.
O resultado é especialmente importante porque Pragmata não pertence a uma franquia já estabelecida. Diferentemente de Resident Evil, Monster Hunter ou Street Fighter, o jogo precisou conquistar seu público do zero, sem décadas de nostalgia carregando a campanha nas costas.
A aventura combina combates em terceira pessoa com um sistema de invasão digital. Enquanto Hugh enfrenta os inimigos com armas de fogo, Diana invade suas defesas, criando aberturas para causar mais dano. A relação entre os dois também funciona como o centro emocional da história.

Sequência de Pragmata é considerada provável
Segundo informações publicadas pela Bloomberg e repercutidas pelo GamesRadar, Yoshikazu Shimauchi, executivo responsável por áreas financeiras e corporativas da Capcom, afirmou que Pragmata superou as expectativas da companhia e que a possibilidade de uma sequência é alta.
A companhia já havia declarado anteriormente que analisaria a possibilidade de transformar Pragmata em uma série após o título alcançar 2 milhões de vendas em seus primeiros dias. Agora, com mais de 2,5 milhões de unidades comercializadas, a justificativa financeira ficou ainda mais forte.
O diretor Yonghee Cho também já demonstrou interesse em produzir uma continuação, embora tenha ressaltado que essa decisão não depende apenas dele. Na ocasião, a equipe de relações públicas da Capcom deixou claro que a fala representava um desejo pessoal do diretor, e não um projeto oficialmente aprovado.
Portanto, a situação atual é bastante positiva, mas ainda exige um pequeno capacete espacial de cautela: Pragmata 2 parece provável, porém não está confirmado.
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Diana ajudou Pragmata a se destacar
A aparência e a personalidade de Diana também teriam contribuído para o desempenho do jogo.
Segundo o relato da Bloomberg, a Capcom acredita que o marketing e o apelo da personagem ajudaram Pragmata a chamar atenção tanto no Japão quanto em outros mercados.
Com sua aparência infantil, comportamento curioso e natureza robótica, Diana rapidamente se tornou o rosto principal da campanha promocional. A relação quase familiar desenvolvida com Hugh também ajudou o jogo a se diferenciar de outras aventuras espaciais.
Porém, uma de suas características mais reconhecíveis quase foi cortada durante a produção. E, desta vez, “cortada” não é uma metáfora corporativa.

Diana quase recebeu um corte de cabelo bem menor
Durante a Computer Entertainment Developers Conference 2026, o artista de personagens Kenji Irie e a animadora Serina Ohara explicaram o trabalho necessário para criar e movimentar o cabelo de Diana.
As informações foram publicadas originalmente pela Famitsu e traduzidas pelo Automaton. Segundo os desenvolvedores, o cabelo quase tão longo quanto o corpo da personagem gerou dificuldades técnicas e financeiras durante boa parte da produção.
Em muitos jogos, os cabelos são criados por meio de estruturas conhecidas como hair cards. Elas utilizam superfícies com texturas para representar vários fios ao mesmo tempo, reduzindo a quantidade de elementos que precisam ser processados separadamente.
Para Diana, a equipe decidiu adotar uma solução muito mais detalhada. Os fios foram simulados individualmente para reagir aos movimentos da personagem, à gravidade e aos ambientes da estação lunar.
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Cabelo exigiu 430 mil pontos de animação
Caso o modelo utilizasse hair cards, o cabelo de Diana precisaria de apenas 22 pontos de articulação. A solução escolhida pela Capcom, porém, chegou a aproximadamente 430 mil pontos de animação.
Apesar de uma pessoa possuir cerca de 100 mil fios de cabelo, Diana utiliza menos de 20 mil no jogo. Os desenvolvedores ajustaram a espessura e a distribuição para criar uma aparência natural sem fazer cada console tentar decolar junto com a estação espacial.
O sistema precisava funcionar durante os combates, cenas cinematográficas e momentos de exploração, mantendo o desempenho em diferentes computadores e consoles.
Além do custo de produção do modelo, a equipe precisou considerar o tempo gasto nas simulações e o impacto sobre a placa de vídeo. Como Diana acompanha Hugh durante grande parte da campanha, qualquer problema apareceria constantemente diante do jogador.

Capcom chegou a criar Diana com cabelo curto
Para diminuir os custos, os desenvolvedores consideraram dar à personagem um corte no estilo bob, mais curto e muito mais simples de animar.
A ideia avançou além de uma conversa rápida. A equipe chegou a produzir um modelo de teste com o novo corte durante a metade do desenvolvimento, avaliando se a mudança resolveria os problemas técnicos.
No final, a Capcom decidiu manter o cabelo comprido. Os responsáveis consideraram que o visual combinava melhor com a personalidade energética e ocasionalmente imprevisível de Diana.
O cabelo também ajudaria a transmitir a ideia de uma garota criada e mantida durante toda a vida na Lua, sem exatamente possuir uma barbearia espacial disponível a cada esquina. Como as costas da personagem aparecem com frequência durante a jogabilidade, o movimento dos fios ainda funcionaria como um elemento visual importante durante a exploração.

Pragmata pode virar uma nova franquia da Capcom
O desempenho comercial mostra que a Capcom encontrou público para uma aventura completamente nova, algo valioso em uma indústria cada vez mais dependente de continuações, remakes e marcas conhecidas.
Pragmata também ajudou os resultados trimestrais da empresa. A Capcom registrou crescimento anual de 54,7% na receita e de 66,9% no lucro operacional durante o período encerrado em junho, impulsionada pelo desempenho de jogos novos e pelo catálogo de títulos anteriores.
Ainda não sabemos qual caminho uma possível sequência seguiria ou se Hugh e Diana continuariam como protagonistas. O universo futurista e o sistema que mistura invasão digital com combate, porém, oferecem espaço para novas missões, personagens e estações onde absolutamente tudo pode dar errado.
A única certeza é que Diana dificilmente aparecerá com um corte radical no próximo jogo. Depois de 430 mil pontos de animação e 2,5 milhões de cópias vendidas, aquele cabelo já conquistou estabilidade profissional dentro da Capcom.
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